A criança vive em um mundo em que tudo é contato pessoal. Dificilmente penetrará no campo da sua experiência qualquer coisa que não interesse diretamente seu-bem-estar ou o de sua família e amigos. O seu mundo é um mundo de pessoas e de interesses pessoais, não um sistema de fatos ou leis. tudo é afeição e simpatia, não havendo lugar para a verdade, no sentido de conformidade com o fato externo. Opondo-se a isso, o programa de estudos que a escola apresenta estende-se, no tempo, indeterminado para o passado, e prologa-se, sem termo, no espaço.A criança é arrancada do seu pequeno meio físico familiar um ou dois quilômetros quadrados de áreas, se tanto e atirada dentro do mundo inteiro, até os limites do sistema solar.A pequena curva de sua memória pessoal e a sua pequena tradição vêem-se assoberbadas pelo longos séculos da história de todos os povos. Além disso a vida da criança é integral e unitária: é um todo único. Se ela passa, a cada momento, de um objeto para outro, como de um lugar para outro,fá-lo sem nenhuma consciência de quebra ou transição. Não há isolamento consciente, nem mesmo distinção consciente. A unidade de interesse pessoais e sociais que dirigem sua vida mantém coesas todas as coisas que ocupam.Para ela aquilo que pretende seu espírito constitui, no momento, todo o universo, que é assim fluido e fugidio, desfazendo e refazendo-se com espantosa rapidez.Esse, afinal, é o mundo infantil. Tem a unidade da própria vida da criança.(J. Dewey, vida e educação, p. 138)
Olá Geane! gostei muito da sua publicação, pois o mundo infantil é realmente fantástico. Show.
ResponderExcluirgeane teu texto o sentido da vida é muito importante.
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